'Morreu porque tinha que morrer', diz médico responsável por procedimento em funkeira

'Morreu porque tinha que morrer', diz médico responsável por procedimento em funkeira
03 agosto 20:46 2020 Imprimir notícia
Brasil

O médico Wilson Ernesto Galarza Jara confirmou, em depoimento na 20ª DP (Vila Isabel), na tarde desta segunda-feira, que foi o responsável por fazer uma hidrolipo em Fernanda Rodrigues, a MC Atrevida, que morreu 10 dias após o procedimento estético. De acordo com o delegado titular da unidade, André Neves, Wilson negou qualquer relação entre a morte da vítima e a lipoaspiração e afirmou que a MC “morreu porque tinha que morrer”.

- Ele (o médico) negou que tenha ocorrido qualquer intercorrência durante o procedimento - afirmou o delegado André Neves.

Wilson chegou na delegacia para prestar depoimento por volta das 15h30. Ele estava em uma cadeira de rodas. De acordo com o advogado Carlos Costa, o médico sofreu AVCs após a morte da MC e está com dificuldades de locomoção. Durante o depoimento, o médico intercalava momentos de consciência com outros em que respondia coisas sem nexo. Ele chegou a relatar que era amigo do cirurgião plástico Ivo Pitanguy, que morreu em 2016.

No site do Conselho Regional de Medicina do estado do Rio (Cremerj) consta que Wilson tem especialização em ginecologia. A Polícia Civil enviou ao Cremerj um ofício questionando se é necessário ter especialização em cirurgia plástica para realizar hidrolipo. O conselho, no entanto, ainda não respondeu a solicitação dos investigadores. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica também foi questionada e já esclareceu à polícia que Wilson não faz parte de seus quadros e não tem qualquer especialização na área.

A Polícia Civil está investigando todos os profissionais que trabalhavam na clínica Rainha das Plásticas, onde o procedimento estético foi realizado. Uma testemunha afirmou, em depoimento, que a sala onde MC Atrevida passou pela hidrolipo foi desfeita após o procedimento estético. Todos os equipamentos foram retirados no local antes da realização da perícia.

Fernanda passou mal após o procedimento estético, realizado no dia 16 de julho na clínica Rainha das Plásticas, localizada em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. A MC morreu dez dias após a intervenção, no Hospital Evandro Freire, na Ilha do Governador, na Zona Norte. A dona da clínica, Wania Tavares, já foi ouvida pela Polícia Civil e confirmou a realização do procedimento em seu estabelecimento. Wania afirmou à polícia que Wilson foi o responsável pela hidrolipo, que é a retirada de gordura das costas para injetar nos glúteos, em Fernanda.

O laudo da morte de Fernanda aponta que ela teve septicemia subcutânea que culminou em uma infecção generalizada causada por inflamação na pele. Na última quinta-feira, a clínica Rainha das plásticas foi interditada pela Subsecretaria de Vigilância Sanitária do Rio.

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