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Alunos das redes pública e particular do ES têm diferentes desafios no preparo para o Enem

Alunos das redes pública e particular do ES têm diferentes desafios no preparo para o Enem
14 janeiro 17:09 2021 Imprimir notícia
Educação

Luiza tem 17 anos. Ela é estudante do 3º ano do ensino médio e está se preparando para cursar medicina. Com uma rotina de estudo regulada durante o ano para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o foco dela agora é preparar o psicológico para ir bem na prova. Já para Endryo, de 19 anos, o desafio é superar o cansaço do trabalho como frentista e ter ânimo para estudar para o vestibular de psicologia.

Os dois são moradores da Grande Vitória. No domingo (17), eles vão fazer a primeira prova do Enem.

A prova é usada para avaliar a qualidade da educação no Brasil. A nota obtida no exame também é o principal critério de seleção para as universidades públicas do país.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 105.802 pessoas se inscreveram para a prova no Espírito Santo.

A previsão inicial era de que elas seriam aplicadas em novembro de 2020, mas por causa da crise sanitária do novo coronavírus, o exame foi adiado e vai acontecer em dois domingos de janeiro.

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Entre outros efeitos, o isolamento social imposto pela circulação do vírus mudou completamente o ano escolar. Sem conseguir acompanhar essa mudança, Endryo Matheus Castilho se viu obrigado a trabalhar como frentista em um posto de combustíveis em Vila Velha. Se antes frequentar uma escola pública para se preparar para o vestibular de psicologia fazia parte da rotina dele, agora abastecer e limpar vidros de veículos tomam cerca de oito horas do dia.

“Quando eu chego em casa, a única coisa que eu quero é dormir. Depois que eu comecei a trabalhar, ficou mais difícil estudar. Acho que a prova devia ter sido adiada porque os alunos do 3º ano não conseguiram estudar. Muita gente vai ser prejudicada. Eu gosto de tirar dúvida com o professor, ter esse contato. Eu não sei quase nada do conteúdo do 3° ano”, contou Endryo.

No início do ano letivo, antes da pandemia ter início, a escola dele ia oferecer aulas de reforço para o Enem. Porém, com as aulas presenciais suspensas, o reforço não aconteceu e estudar em casa virou um desafio para Endryo.

O estudante não tinha acesso à internet e o único celular da casa era do pai dele. Por causa disso, ele pegou o material das aulas impresso na escola, mas sem a orientação dos professores, não conseguiu avançar nos conteúdos.

"O meu sonho é eu passar em psicologia até eu conseguir. Se eu não consegui, eu vou tentar de novo porque me ensinaram a ser assim. Se eu não conseguir pelo Enem, eu vou trabalhar ainda mais para eu poder pagar minha faculdade porque essa é a carreira que eu quero seguir", declarou o estudante.

A realidade da Luiza Estevão é diferente. Ela não trabalha e se dedica unicamente a estudar para tirar uma boa nota no Enem e garantir uma vaga em medicina na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Durante o ano letivo, a escola dela, que é particular, começou um sistema de aulas on-line, com acesso aos professores, que davam suporte em caso de dúvida dos alunos, e também disponibilizavam o material pela internet. Dessa forma, ela acordava por volta das 6h e a partir das 7h já começava a rotina de estudo.

Agora em janeiro, Luiza conta que o foco dela é preparar o psicológico.

"Eu venho seguindo uma rotina e estava conciliando o 3º ano com o cursinho pré-vestibular. Neste mês eu tirei para descansar e cuidar do psicológico para o dia da prova já que a gente se esforçou o ano inteiro. Eu ainda faço duas horas de estudo por dia para tirar dúvida e cuido da minha saúde mental, que é o mais importante", declarou.

Sobre o adiamento, a estudante considera que foi positivo para os estudantes de escolas particulares porque tiveram mais tempo de preparo.

"Para as escolas públicas, eu acho que é mais complicado, porque eles ficaram sem o estudo adequado no ano passado. Então, eu acho que de qualquer forma vai ser um Enem injusto", disse a estudante. 

PORTAL SBN | INFORMAÇÕES G1

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