Antes de matar filhos de 3 e 6 anos, mulher mandou áudio para o pai dizendo que cometeria o crime

Antes de matar filhos de 3 e 6 anos, mulher mandou áudio para o pai dizendo que cometeria o crime
13 janeiro 11:21 2022 Imprimir notícia
Polícia

Antes de matar os filhos Leonardo Ferreira da Silva, de 6 anos, e de Arthur Moisés Ferreira da Silva, de 3, a dona de casa Stephani Ferreira Peixoto, de 36 anos, mandou um áudio para o pai anunciando que cometeria o crime e iria se matar. O áudio foi repassado para a Polícia Civil pelo pai da suspeita, que prestou longo depoimento, ontem, na delegacia de Guapimirim, que investiga o caso.

Após matar as crianças, Stephani teria continuado em contato com o pai informando que iria tirar sua vida em seguida. Ela chegou a tentar o suicídio, mas familiares chegaram na residência e ela foi levada para o Hospital Municipal José Rabello de Mello, onde foi socorrida.

Responsável pela investigação, o delegado Antônio Silvino Teixeira informou que iria ouvir os áudios antes de delegar os próximos passos na apuração do caso.

— Recebemos essa informação do áudio no depoimento do pai da Stephani hoje (ontem) e vamos ouvir com calma para seguir com a apuração. A partir daí vamos ver os próximos passos na investigação — disse.

O depoimento do pai de Stephani também confirmou uma hipótese investigada pela polícia de que o casal teve uma briga na sexta-feira anterior ao crime. Os policiais já haviam colhido a informação com vizinhos da família, e o depoimento confirmou o ocorrido.

Após a briga, Stephani entrou em contato com o pai para falar do ocorrido, mas não teria dito se houve troca de agressões entre o casal.

— Realmente houve uma briga. Nós já tínhamos essa informação que os policiais colheram com vizinhos. Os depoimentos de hoje tinham o objetivo de apurar essa história e a confirmação veio com o pai da Stephani — afirmou Teixeira.

Stephani permanece em unidade médica

Transferida na terça-feira para o Complexo do Gericinó, Stephani deu entrada no Pronto Socorro Geral Hamilton Agostinho e não tem previsão de transferência para uma unidade prisional. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária informou que a medida é comum para internos oriundos de hospitais com doenças ou problemas psiquiátricos.

Nos próximos dias, ela deve passar por novas avaliações médicas que definirão onde a mesma ficará sob custódia.

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