Após nove anos, polícia descobre que adolescente foi assassinada e estuprada por vizinho

Após nove anos, polícia descobre que adolescente foi assassinada e estuprada por vizinho
30 outubro 06:24 2019 Imprimir notícia
Polícia

Nove anos após a adolescente Pamela Aparecida da Silva, de 14 anos, ter sido estuprada e assassinada quando saiu para ir à escola, o Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa de Mogi das Cruzes (SHPP) descobriu que o suspeito de cometer o crime era vizinho da vítima.

O caso aconteceu no dia 9 de junho de 2010. De acordo com o boletim de ocorrência da época, uma pessoa ligou de forma anônima para a polícia e disse que havia um corpo na Rua Santa Virgínia, na comunidade do Gica, no distrito de Brás Cubas.

No local, a equipe encontrou o corpo da adolescente, com sinais de estrangulamento e parte da calça abaixada.

Um homem chegou a ser apontado como suspeito do crime, mas os exames genéticos descartaram que ele fosse culpado. Logo depois, ele morreu em confronto com a polícia.

Agora, depois de um trabalho de investigação, entre outros pontos, o delegado Rubens José Ângelo, titular do SHPP, descobriu que o suspeito do crime já tinha sido preso outras vezes por tráfico de drogas, roubo, além de crimes sexuais, como estupro e atentado ao pudor, e morava na rua onde o corpo foi encontrado.

"Na época, ele não foi apontado como suspeito. Mas depois a gente descobriu que toda vez que ele saia temporariamente, ele retornava para a casa, na Vila Estação. Na época do crime, ele tinha fugido da penitenciária onde estava e cometeu o estupro e homicídio da adolescente", detalha o delegado.

Claudionor dos Santos está preso desde 2012 em Lucélia, por ter estuprado a enteada. A polícia solicitou a análise do material genético dele com o que foi coletado da vítima e o exame deu positivo.

Santos teve a prisão temporária decretada e foi indiciado pelos crimes de homicídio e estupro. Segundo o delegado, ele deverá ser ouvido nos próximos dias, e não tem advogado constituído.

'Justiça foi feita'

Há nove anos, a autônoma Marli da Silva, de 46 anos, esperava por respostas para a morte da filha. Sem perder a esperança, ela conta que esperava um dia ver o suspeito atrás das grades.

Por diversas vezes, a mãe diz ter procurado a polícia em busca de descobrir quem foi e o motivo de ter feito a crueldade com a filha, de 14 anos.

Na sexta-feira (25), Marli foi chamada no SHPP de Mogi e recebeu a notícia de que o suspeito estava preso.

"Eu não conhecia. Eu nem sabia quem ele era. Eu esperava que encontrasse o culpado, e quando eu cheguei, eu descobri que ele fez isso com outros jovens. Reviver isso é dolorido, mas ele vai pagar, e fico feliz que outras mães não vão passar por isso. Justiça foi feita", ressalta.

PORTAL SBN| COM INFORMAÇÕES DO G1 

 

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