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Caminhoneiros organizam paralisação a partir de 1º de fevereiro; Bolsonaro não vê chances de ver o movimento prosperar

Caminhoneiros organizam paralisação a partir de 1º de fevereiro; Bolsonaro não vê chances de ver o movimento prosperar
16 janeiro 06:33 2021 Imprimir notícia
Brasil

O Conselho Nacional de Transportes Rodoviários de Cargas (CNTRC) marcou para o dia 1º de fevereiro de 2021 uma nova paralisação dos caminhoneiros em todo o país. A greve foi aprovada após convenção realizada pela categoria em dezembro do ano passado.

A entidade afirma que a manifestação foi causada pelos reajustes no valor do diesel pela Petrobras . Eles ainda reivindicam a instituição do preço mínimo de frete para todas as classes e a aprovação da Lei BR do Mar , que estabelece a cabotagem no ramo de transportes.

A CNTRC prevê que 40 mil caminhoneiros participem da paralisação. Outras lideranças da categoria ainda não se manifestaram sobre o tema.

Em maio de 2018, a categoria realizou uma paralisação de 9 dias, que provocou um caos na economia do país. Na época, os caminhoneiros reivindicavam a isenção de pedágio para eixos suspensos, a criação de um marco regulatório para a profissão e o fim dos ajustes diários no preço do diesel.

Desde março de 2019, a Petrobras reajusta o valor do combustível nas refinarias a cada 15 dias, entretanto, a medida é considerada abusiva pelas entidades de classe.

Diante da ameaça de paralisação de caminhoneiros a partir de 1º de fevereiro, Bolsonaro anunciou que vai zerar a tarifa de importação de pneus "para os caminhoneiros que passam dificuldades".

O governo tem minimizado as chances de que a paralisação de fato ocorra no início do próximo mês. Sob reserva, um ministro que tem acompanhado as negociações disse à  que este é o 13º chamamento de greve que a gestão Bolsonaro enfrenta e que não vê chances de ver o movimento prosperar.

A possibilidade de greve, porém, preocupa lideranças no Congresso. A data da eventual paralização coincide com a das eleições das cúpulas da Câmara e do Senado, e há temor de radicalização.

Grupos de caminhoneiros vêm trocando mensagens em grupos de WhatsApp para a convocação de uma greve no dia 1º de fevereiro, entidades representativas do setor, como o Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e a Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), confirmaram a resolução a respeito da paralisação. “Vamos parar nacionalmente e a paralisação dessa vez vai ser maior do que a de 2018”, diz José Roberto Stringasci, presidente da ANTB.

Reinvidicações 

Uma das principais reinvidicações da categoria é o cumprimento do preço mínimo do frete, medida estabelecida entre os caminhoneiros e o governo durante a greve de 2018. Empresas de alguns setores da economia, como o agroegócio, entraram com recurso, mas a ação ainda não foi julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Os caminhoneiros também alegam que o aumento do preço do diesel, que passou por 17 altas em 2020, vêm impactando a margem de lucro, e pedem uma revisão da política nacional do preço de combustíveis.

Outra reinvidicação diz respeito ao programa BR do Mar, novo marco legal de incentivo à navegação por cabotagem. Segundo o governo, a medida tem por objetivo aumentar a oferta da cabotagem e abrir mais espaço para a concorrência. 

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