Denúncia do Deputado Freitas sobre a falta de médicos que prestam serviço à Eco101 envolve luta pela categoria e pela vida dos motoristas

Denúncia do Deputado Freitas sobre a falta de médicos que prestam serviço à Eco101 envolve luta pela categoria e pela vida dos motoristas
09 agosto 19:52 2021 Imprimir notícia
Legislativo

Na sessão ordinária da Assembleia Legislativa desta segunda-feira (09/08), o deputado estadual Freitas fez um discurso denunciando a falta de profissionais médicos que prestam serviço à Eco101, concessionária responsável pela rodovia federal BR-101, que corta o Estado do Espírito Santo de Norte a Sul.

Segundo Freitas, esses médicos são contratados pela empresa Primer, prestadora de serviço da Eco101, e são acionados em casos de acidentes ou qualquer anomalia de saúde que por ventura aconteçam com os usuários da BR-101 ao longo de todo o trecho do Estado do Espírito Santo. São a principal via de acesso à saúde do motorista, o socorro que nesses casos, é tão essencial quanto os profissionais que recebem essas vítimas nas unidades hospitalares.

“A Primer detinha o contrato e a obrigação de atender os pacientes na rodovia. Ocorre que desde novembro de 2014, quando da assinatura do contrato da Primer com a Eco101, detentora da concessão, a Primer contratou os médicos para fazer o serviço, treinou esses profissionais, até estabeleceu um salário para plantão e a partir daí ficou cinco anos sem dar um único reajuste para médicos”, disse o deputado.

E completou: “Depois de cinco anos, em 2019, a Primer sentou com o setor jurídico que representa esses médicos e diminuiu o salário dizendo que iria ter, a partir de então, um novo contrato com um aumento gradativo. Porém, isso não aconteceu e a metade desses médicos - ou boa parte deles - já deixou de fazer o serviço pela Primer, ou seja, a empresa ficou com um número menor de profissionais médicos e com alguns plantões sem médicos ao longo da BR-101”, denunciou.

O parlamentar explicou que em 2021, a Primer perdeu o contrato com a Eco101, e que apareceu uma outra empresa, de nome Enseg, do Rio de Janeiro, que ganhou o contrato. Esta se reuniu com o setor jurídico representante dos médicos e teria dito que diminuiriam os salários desses profissionais.

“E por isso, os médicos em sua totalidade estão deixando de prestar o serviço para a Eco101. Os médicos não estão aceitando o contrato com essa malfadada empresa, que chega agora, depois de sete anos, e quer diminuir ainda mais o salário dos profissionais médicos”, esbravejou o parlamentar.

Freitas ainda fez um alerta. Para ele, a BR-101 vai ficar sem um único médico para prestar o serviço ao usuário, que paga a duplicação dessa rodovia três vezes sem ter o cumprimento do contrato.

“A gente já tem um prejuízo muito grande com esse atraso de contrato e tantas outras mazelas ao longo da BR-101. Eu estou falando em defesa desses profissionais da saúde que há sete anos não têm aumento de salário fazendo o socorro das vítimas na BR-101. Nós não podemos concordar em hipótese alguma com o contrato dessa empresa de saúde, que só pensa em obter lucro e não paga os salários decentes aos profissionais que nós mais precisamos na rodovia”, concluiu.

 

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