Fernando Cabeção condenado por morte de juiz é assassinado a tiros em Vila Velha, no ES

Fernando Cabeção condenado por morte de juiz é assassinado a tiros em Vila Velha, no ES
29 junho 10:09 2020 Imprimir notícia
Polícia

Condenado por envolvimento no assassinato do juiz Alexandre Martins, ocorrido em março de 2003, Fernando de Oliveira Reis, conhecido como Fernando Cabeção, foi morto a tiros na tarde deste domingo (28/06) dentro de um carro de luxo em Itapuã, em Vila Velha, na Grande Vitória.

No momento do crime, Fernando estava junto com sua esposa, que dirigia o veículo em direção a Vitória.

De acordo com a Polícia Militar, o carro onde o casal estava foi fechado por um outro veículo no momento em que parou no sinal.

Criminosos atiraram de dentro do carro. Fernando, que estava no banco do carona, foi atingido e morreu no local.

Já a esposa dele não foi atingida, mas precisou ser socorrida por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por ter se ferido com estilhaços de vidro.

A polícia informou que Fernando Cabeção havia saído da prisão há seis meses. Há indícios de que ele tenha participado de um outro homicídio, que aconteceu na manhã deste domingo no bairro Divino Espírito Santo, também em Vila Velha.

Juiz Alexandre Martins

O ataque a Fernando Cabeção aconteceu no mesmo bairro onde o juiz Alexandre Martins foi assassinado em 24 de março de 2003.

Alexandre seguia para uma academia e havia acabado de estacionar quando carro foi baleado na rua. Testemunhas contaram ter visto uma pessoa em uma moto e uma outra pessoa atirando.

O juiz integrava a missão especial federal que desde julho de 2002 investigava as ações do crime organizado no estado.

Fernando Cabeção faz parte de um grupo de 10 pessoas acusadas de participar do crime. Ele foi apontado como um dos intermediários, assim como os sargentos da PM Heber Valêncio e Ranilson Alves da Silva; Leandro Celestino, que emprestou a arma usada no crime; e André Luiz Tavares, o Yoxito, que emprestou a motocicleta usada no assassinato.

Já Giliarde Ferreira de Souza e Odessi Martins da Silva Junior, o Lumbrigão, foram apontados como executores.

Três pessoas foram apontadas como mandantes. Enquanto o ex-policial civil Cláudio Luiz Andrade Baptista, o Calú, foi absolvido, o juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira ainda não foi julgado, pois possui recursos pendentes na esfera federal. Já o coronel reformado da PM, Walter Gomes Ferreira, permanece preso.

Em agosto de 2014, Fernando conseguiu o direito de cumprir pena no Espírito Santo após oito anos em presídios federais de outros estados. Além do envolvimento na morte do juiz, Fernando é apontado como chefe de uma facção criminosa no bairro Guaranhus, em Vila Velha.

PORTAL SBN | COM INFORMAÇÕES G1

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