Governo do ES libera a presença de público, mas jogos organizados pela CBF seguem com portões fechados

Governo do ES libera a presença de público, mas jogos organizados pela CBF seguem com portões fechados
21 setembro 19:59 2020 Imprimir notícia
Regional

O governo do Estado liberou a presença de púbico com limite de 100 pessoas em competições esportivas em todo o Espírito Santo. A decisão foi publicada em decreto neste sábado, em edição extra do Diário Oficial. Entretanto, até o momento, essa flexibilização não vale para as partidas das competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Segundo o presidente da Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo (FES), Gustavo Vieira, os clubes capixabas que estão disputando torneios nacionais - Vitória-ES e Real Noroeste (Série D), Serra (Copa do Brasil Sub-20) e Vila Nova-ES (Série A-2 Feminino) - não estão autorizados a comercializar ingressos, para os seus respectivos jogos, e nem liberar a entrada de torcedores.

- A CBF não liberou presença de público em nenhuma das competições organizadas por ela. Isso inclui as Séries A,B, C e D do Brasileirão, as Copas do Brasil Sub-17 e Sub-20 e as Séries A-1 e A-2 do Brasileiro Feminino. Então, apesar de o Governo do Estado ter liberado para 100 pessoas, por enquanto fica impossibilitado dos jogos realizados no Espírito Santo receberem torcedores.

O presidente da entidade local ainda lembra que a diretriz da CBF permite apenas a presença de pessoas a trabalho em seus jogos.

- Atualmente só é permitida a entrada de pessoas a trabalho como os jogadores, comissão técnica, imprensa, policiamento e quadro móvel. Todos são devidamente registrados e passam por medição de temperatura. Esse é o protocolo da CBF para as suas competições.

O decreto do Governo do ES

Além de liberar presença de púbico com limite de 100 pessoas, o decreto do Governo do ES também delimita a ocupação dos espaços com uma pessoa a cada 10 metros quadrados, em caso de disputas realizadas em estádios, ginásios ou qualquer estrutura em que haja possibilidade de controle de fluxo.

A flexibilização acontece por conta da classificação de risco baixo, de acordo com o último Mapa de Risco do governo, na qual 75 municípios estão inseridos. A portaria ainda prevê que os organizadores das competições analisem a possibilidade da utilização de máscaras pelos atletas. Quando isso for inviável, o texto pede que sejam respeitadas as outras recomendações de higiene para proteção contra o coronavírus.

O governo também solicita que o número de funcionários, membros de comissões técnicas, equipe de arbitragem, delegados, controle de dopping, profissionais da imprensa e outros trabalhadores com acesso aos locais das competições seja o menor possível. Os acessos internos, como vestiários de juízes e de jogadores, deverão ser exclusivos das equipes, evitando a circulação excessiva de pessoas entre os ambientes.

O cumprimento entre os atletas também é algo que o governo recomenda que não seja feito, e a portaria prevê que os competidores assinem um termo se comprometendo a não participar dos eventos caso apresentem sintomas gripais. As premiações devem ser feitas de forma individual, sem palcos, para que aglomerações sejam evitadas.

A organização dos eventos deverá criar mecanismos de distribuição de materiais como identificação numérica, chips, dentre outros de forma a diminuir a interação social ao máximo. A hidratação dos atletas deverá ser feita utilizando-se de garrafas individuais e, não havendo essa alternativa, devem usar copos descartáveis.

O fluxo de pessoas nas praças esportivas deverá ser organizado para que seja de sentido único, por meio de cartazes, marcações no piso e outras formas de sinalização. Além disso, deverão ser cumpridas as demais recomendações de saúde estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelos governos estadual e federal, como distanciamento social de 1,5 metro, utilização de máscaras e higienização frequente das mãos, havendo a obrigação de disponibilizar dispensadores de álcool nos locais dos eventos.

Considerados grupos de risco para a Covid-19, menores de 5 anos e maiores de 60 anos são orientados, no decreto, a não frequentar os eventos esportivos.

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