Grande Vitória pode passar de risco alto para extremo e governo não descarta

Grande Vitória pode passar de risco alto para extremo e governo não descarta
05 maio 05:46 2020 Imprimir notícia
Espírito Santo

O descumprimento das normas de isolamento social por parte da população poderá fazer com que a Grande Vitória passe do risco alto para o risco extremo de contaminação pelo coronavírus. Caso a situação chegue a tal ponto, o Governo do ES não descarta a implantação de medidas mais rigorosas para combater a doença.

Trata-se do chamado lockdown, o tipo mais severo de isolamento social, no qual apenas os serviços essenciais podem funcionar e a circulação de pessoas nas ruas passa a ser controlada pelo estado.

O secretário de Governo do Espírito Santo, Tyago Hoffmann, pontua que o estado vem se esforçando ao máximo para evitar o lockdown, mas pede a colaboração da sociedade para que os índices de contaminação sejam reduzidos.

"Para nós chegarmos à possibilidade de 'lockdown', nós teríamos que chegar ao risco extremo e nenhum dos municípios da Grande Vitória se encontra nessa situação. Mas, por óbvio, à medida que o isolamento é desrespeitado, isso dificulta a abertura das atividades econômicas e facilita o aumento do número de casos, e consequentemente, agrava a situação", explicou Hoffmann em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo nesta terça-feira (5).

A taxa de ocupação dos leitos de UTI, o número de mortes e a taxa de isolamento social definem o nível de risco de cada município: baixo, moderado, alto ou extremo.

Como nas cidades de Vitória, Cariacica, Vila Velha, Serra, Viana, Fundão e Alfredo Chaves, o risco de contaminação ainda é considerado alto, o governo decidiu manter o comércio fechado por mais uma semana, ao contrário dos demais municípios, nos quais as lojas já estão de portas abertas.

No Espírito Santo, apenas quatro a cada 10 pessoas está fazendo o isolamento. O ideal é que pelo menos metade ficasse em casa. E de cada 10 leitos de UTI, sete já estão ocupados.

Ao mesmo tempo, o número de mortes provocadas pela doença chega a 123 e os casos confirmados são 3.351, de acordo com os últimos dados divulgados na segunda (4). Por isso, o momento é de preocupação.

"Nós conseguimos, na última semana, sair de 177 leitos de UTI para mais de 300 leitos, e ainda assim a ocupação de leitos permaneceu acima de 70%", pontuou Tyago Hoffmann, que reiterou a necessidade do isolamento.

"Todos nos somos responsáveis pelo momento que estamos vivendo e temos que colaborar", disse.

Os médicos também pedem a colaboração da sociedade. Senão, vai demorar ainda mais para esse momento difícil passar.

"O apelo que eu faço é que a gente tenha duas semanas de bom comportamento. Saiam pra trabalhar só aqueles que precisem trabalhar, usem máscara, mantenham distância de um metro das outras pessoas e vamos fazer com que esses casos diminuam. Se nós não fizermos isso, nós vamos ter um maio inteiro difícil, vamos entrar por junho a dentro e a conta vai ser mais alta", alerta o infectologista Lauro Ferreira Pinto.

PORTAL SBN

 

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