KGB da Belarus usou perfis falsos para inflamar crise na fronteira com UE, diz Meta

KGB da Belarus usou perfis falsos para inflamar crise na fronteira com UE, diz Meta
03 dezembro 07:55 2021 Imprimir notícia
Mundo

 A empresa Meta, dona do Facebook, afirmou em relatório publicado nesta quarta-feira (1º) que a polícia secreta da ditadura da Belarus, a KGB, atuava em dezenas de perfis falsos na rede social com o objetivo de impulsionar a crise migratória que há meses se arrasta na fronteira do país com a União Europeia (UE). Mais de 40 contas foram removidas por esse motivo.

Os perfis falsos teriam sido usados para criticar o comportamento das autoridades da Polônia, país onde há o maior fluxo de migrantes, com informações falsas que incluíam denúncias de intimidação e uso da força por parte dos guardas poloneses na fronteira. As publicações eram feitas em inglês, polonês e curdo, diz o relatório da Meta.

Embora a real identidade das contas tenha sido ocultada, o documento afirma que foi possível encontrar relações com a KGB belarussa. Por outro lado, a Meta também aponta que 31 perfis falsos com origem na Polônia foram deletados por razões semelhantes, ainda que não tenha sido possível vinculá-los ao governo do país.

As contas falsas alegavam estar compartilhando suas próprias experiências negativas ao tentarem cruzar a fronteira da Belarus para a Polônia e escreviam sobre as dificuldades dos imigrantes na Europa, segundo detalha o relatório. Postagens sobre medidas anti-imigração na Polônia e sobre grupos neonazistas também foram encontradas.

A UE acusa a ditadura da Belarus, liderada por Aleksandr Lukachenko, de empurrar migrantes em direção às fronteiras com a Lituânia, a Letônia e a Polônia –países-membros do bloco– como forma de vingança após sanções serem aplicadas ao país, conhecido por reprimir opositores e manifestações pela democracia. O ditador belarruso já admitiu, em diferentes manifestações públicas, que suas tropas incentivam migrantes a entrarem de forma ilegal na UE.

Grupos de direitos humanos afirmam que pelo menos 13 pessoas morreram devido às precárias condições nos acampamentos improvisados na fronteira. Os locais começaram a ser esvaziados por soldados da Belarus em novembro, e os migrantes foram levados para armazéns na região. Autoridades da UE dizem que a situação melhorou com a medida, mas que ainda há de 8.000 a 10 mil migrantes na região.

O bloco europeu propôs nesta quarta um pacote polêmico com a justificativa de amenizar a situação nas fronteiras. O documento prevê que Letônia, Lituânia e Polônia tenham permissão para deter migrantes em centros de processamento de pedidos de asilo por até 16 semanas –o período permitido atualmente é de quatro semanas.

Organizações da sociedade civil, já críticas à maneira como a UE tem lidado com o fluxo migratório, afirmam que o bloco tem sido influenciado em excesso pelo partido nacionalista conservador no poder na Polônia, o Lei e Justiça (PiS), e que as medidas anunciadas violam a lei de asilo internacional.

Twitter exclui perfis ligados a governos O Twitter também anunciou nesta quinta-feira (2/11) que excluiu cerca de 3.500 contas que realizavam operações de propaganda de governos.

A maior parte das publicações divulgava o discurso oficial do Partido Comunista da China em relação à minoria muçulmana uiguir da região autônoma de Xinjiang, segundo a rede social. Cerca de 100 contas estavam vinculadas a uma empresa ligada ao governo da província.

Organizações internacionais afirmam que Pequim tem detido arbitrariamente pessoas uiguir e as submetido a práticas de trabalho forçado e doutrinação política em centenas de centros de detenção.

Outras contas excluídas da rede social estavam ligadas a autoridades de países como México, Rússia, Tanzânia, Uganda e Venezuela.

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