Luana Demonier, de 25 anos, foi assassinada a facadas; Jovem avisou em mensagem que foi perseguida pelo ex

Luana Demonier, de 25 anos, foi assassinada a facadas; Jovem avisou em mensagem que foi perseguida pelo ex
10 fevereiro 12:58 2021 Imprimir notícia
Polícia

Horas antes de morrer, a jovem Luana Demonier, de 25 anos, que foi assassinada a facadas na noite desta terça-feira (9/2) no bairro Vila Capixaba, no município de Cariacica, enviou um áudio em um grupo de aplicativo de mensagens contando que foi perseguida pelo ex-companheiro durante a manhã.

A mensagem foi enviada a outras duas ex-mulheres do mesmo homem, que também o acusam de ameaças e atos de violência. As três relatam já ter medidas protetivas contra ele. Entenda o caso mais abaixo.

"Eu não ia contar nada para vocês, porque estou resolvendo com os policiais da Maria da Penha (referência à Lei Maria da Penha, que prevê punições em casos de violência doméstica), mas o Rodrigo me perseguiu hoje de manhã de novo", disse Luana no áudio.

Embora ainda não haja confirmação por parte das polícias Militar e Civil, parentes e amigos da vítima acreditam que o homem citado por Luana na mensagem, Rodrigo Pires Rosa, é o autor do crime. Nenhum suspeito foi preso até a publicação desta reportagem.

Luana chegou a ter uma filha com o homem, mas a criança morreu ainda bebê. No áudio, a jovem também descreveu as roupas usadas por Rodrigo e afirmou que procuraria a Delegacia da Mulher para relatar a nova ameaça.

Morte

Luana foi assassinada nesta terça-feira (9) com cerca de 15 facadas, segundo a polícia. De acordo com a irmã da vítima, ela havia desembarcado do ônibus na BR-262 e estava a 200 metros de casa quando foi surpreendida e golpeada.

A jovem tinha uma medida protetiva contra o ex. Na porta da casa dela, uma viatura da Polícia Militar aguardava a chegada da jovem justamente em função das ameaças de Rodrigo.

No entanto, o crime ocorreu antes de ela chegar e sem que os policiais percebessem a ação do criminoso. Até o momento, não há informações sobre a prisão de nenhum suspeito do crime.

Ex-companheiras já haviam denunciado suspeito

Em dezembro do ano passado, Luana e as outras duas ex-companheiras do homem apontado pela família como suspeito do assassinato já haviam relatado os episódios de violência e de ameaças em uma reportagem exibida pela TV Gazeta e pelo G1 ES.

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), Rodrigo Pires Rosa ficou preso de agosto de 2017 a setembro de 2020 em razão da Lei Maria da Penha e foi liberado do sistema penitenciário mediante decisão judicial.

Elas se uniram para denunciar o suspeito após uma delas, com quem o homem se relacionou por último, ter sido perseguida por ele pelas ruas do bairro Nova Rosa da Penha, também em Cariacica.

Um vídeo, registrado em novembro do ano passado, ou seja, após ele sair da cadeia, mostra o homem correndo atrás da mulher com uma faca. Ela só consegue fugir dele ao entrar dentro de uma casa, onde foi protegida pelos moradores.

Diante da morte de Luana, uma das outras ex-namoradas do suspeito, que recebeu a mensagem enviada pela vítima antes de morrer, diz que está com medo.

"A gente quer que ele seja preso. A gente está com medo de sair de casa, eu não dormi essa noite. Ele sabe todos os nossos passos, sabe onde moramos. Tenho medo de que ele faça algo com a minha família, porque quando ele não consegue chegar até mim, ele vai atrás deles", relata ela.

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