“Pai, eu matei a Gabriella, eu acabei com minha vida”, diz o acusado Leonardo

“Pai, eu matei a Gabriella, eu acabei com minha vida”, diz o acusado Leonardo
29 outubro 18:13 2020 Imprimir notícia
Brasil

Um dos júris mais polêmicos do ano em Joinville acontece nesta terça-feira (27), no Tribunal de Júri. Leonardo Natan Chaves Martins, de 22 anos, acusado de matar Gabriella Custódio com um tiro no peito, senta no banco dos réus par ser julgado.

Leonardo está preso desde agosto de 2019. De acordo com a pronúncia, será julgado pelo crime de feminicídio, que tem como pena máxima 30 anos de prisão. No entanto, é justamente isso que a defesa contesta. Segundo a defesa de Leonardo, o tiro foi acidental.

Este deve ser o ponto chave das discussões durante o julgamento: se Leonardo teve ou não teve a intenção de matar Gabriella, se foi um crime doloso ou culposo.

A reportagem da NDTV Record Joinville teve acesso, com exclusividade, ao depoimento do acusado de matar Gabriella Custódio. O material faz parte do processo e foi prestado no Fórum de Joinville, onde será o júri. O vídeo tem quase meia hora e nele Leonardo chora algumas vezes. O réu mostra ao juiz como manuseava a arma no dia que Gabriella foi baleada no peito.

Leonardo conta que pegou Gabriella e colocou no porta-malas do carro e que também colocou a arma dentro do veículo e saiu em direção ao hospital. A tentativa de socorrer Gabriella foi gravada pelas câmeras do hospital Bethesda, em Pirabeiraba.

As imagens mostram Leonardo colocando a jovem na maca. Após deixar Gabriella, ele teria retornado ao carro para pegar um documento, mas decidiu sair do hospital e ligar para o pai. No vídeo abaixo, ele diz: “pai, pai, eu matei a Gabriella, acabei com minha vida. Ele (o pai) falou: ‘meu Deus, meu filho'”

Leonardo disse ao juiz que não puxou o gatilho, que o tiro foi acidental e depois ele disse ter ficado em choque.

O pai de Leonardo, Leosmar Martins Chaves, foi morto em São Francisco do Sul em fevereiro deste ano, mas, de acordo com a Polícia Civil, a morte dele não tem relação com o caso Gabriella.

Leosmar, inclusive, também era réu neste processo da morte de Gabriella por fraude, por tentar induzir a justiça ao erro quando teria desaparecido com a arma do crime e também por sumir com os celulares – de Leonardo e de Gabriella –  aparelhos que nunca foram encontrados.

A defesa alega que o celular foi destruído para esconder da família que o casal era usuário de maconha.

O júri começa às 9 desta terça e a previsão é de que o julgamento possa durar cerca de 10 horas.

PORTAL  SBN | Com informações de Juan Todescatt, repórter da NDTV  Record Joinville

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