Tudo o que você precisa saber sobre a estreia do Brasil e o torneio de futebol masculino na Olimpíada

Tudo o que você precisa saber sobre a estreia do Brasil e o torneio de futebol masculino na Olimpíada
22 julho 11:02 2021 Imprimir notícia
Esporte

Negligenciado pela maioria dos clubes do Brasil e do mundo, e por consequência por seus torcedores, o torneio de futebol masculino terá início nesta quinta-feira para a disputa mais imprevisível da Olimpíada de Tóquio. O Brasil, atual campeão, fará sua estreia às 8h30 (de Brasília), diante da Alemanha, reeditando a final de 2016. Mas quase nada fica entre um ciclo olímpico e outro no futebol. Mesmo com o limite de idade alterado para 24 anos, em função do adiamento dos Jogos.

O processo natural de reformulação das equipes deixa o favoritismo baseado apenas na tradição, nos resultados recentes, e no nome e prestígio dos atletas que vão a campo. Apenas 11 atletas dos 16 países na disputa entre os homens defendem times que chegaram às oitavas de final da última Liga dos Campeões. Por isso, além do clássico com rivalidade de Copa do Mundo, Brasil e Alemanha ganham a companhia de Espanha, França e Argentina no início da briga pela medalha de ouro. Mas sem descartar surpresas como a Costa do Marfim e o anfitrião Japão.

O Brasil tem mais da entressafra entre a Copa de 2018 e a de 2022 do que da conquista no Rio há cinco anos ou outras mais recentes, como a Copa América. Sem Neymar e demais estrelas não liberadas por seus clubes, na Europa e no Brasil, o time do técnico André Jardine deposita esperança na experiência de nomes como Daniel Alves, que forçou a barra com o São Paulo para realizar o sonho inédito.

- Sou como o Benjamin Button, vou de mais a menos (idade). Poder estar aqui é muito especial pra mim. Sou muto grato pela confiança e respeito à minha carreira. Tenho o espírito muito jovem. A primeira vez é sempre muito especial. Por mais que tenha vivido coisas grandiosas. Espero estar à altura da competição e da minha seleção - afirmou o veterano de 38 anos.

O futebol brasileiro é a origem de metade da lista da seleção. Dos 22 jogadores, 11 atuam em solo nacional, entre eles o meia Claudinho, do Bragantino, eleito o melhor jogador e a revelação do Brasileirão em 2020. O jovem divide atenção com Bruno Guimarães, volante do Lyon, e Richarlison, atacante do Everton e da seleção principal, convocado de última hora. Além dele, que entrou na vaga de Pedro, Martinelli, do Arsenal, chegou a substituir Malcolm, meia que depois retornou para o lugar de Douglas Augusto, lesionado.

 

Richarlison é um dos três atletas da Premier League no grupo. Os outros são o meia Douglas Luiz, do Aston Villa, e o atacante Martinelli. O futebol inglês é, ao lado do alemão, o segundo que mais fornece jogadores para a seleção. Da Alemanha, há Paulinho, Matheus Cunha e Reinier. Ao todo, os atletas vêm de clubes de seis países diferentes, além do Brasil: Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Holanda e Rússia.

Quatro dos 22 atletas levados ao Japão foram chamados há apenas 20 dias após liberação da Fifa para aumentar a lista de 18 atletas: o goleiro Lucão, do Vasco, o zagueiro Bruno Fuchs, do CSKA (Rússia), o lateral Abner, do Athletico-PR, e o meia-atacante Reinier, do Borussia Dortmund (Alemanha). Athletico Paranaense, Grêmio e Vasco foram os times brasileiros que mais cederam atletas, com dois jogadores cada.

Antes da estreia contra a Alemanha, o técnico André Jardine indicou que o Brasil vai se transformar ao longo da competição até encontrar sua melhor versão.

- Vamos tentar entrosar o máximo possível. As equipes que começam não terminam a competição. Vamos nos modificar, encontrar outras versões, para surpreender, pensando jogo a jogo - declarou.

A Seleção Brasileira sub-23 disputou 22 partidas durante todo o ciclo de preparação olímpico. Foram 15 vitórias, três empates e quatro derrotas. Além disso, o Brasil marcou 53 gols e sofreu 19.

No período, o técnico André Jardine observou e analisou o desempenho quase 80 jogadores. O artilheiro é o atacante Matheus Cunha, do Hertha Berlin, da Alemanha. Foram 18 gols marcados com a camisa amarelinha. Mais de 30% do total. É o mais cotado para usar a Olimpíada como trampolim para a seleção de Tite.

A escalação do Brasil para a estreia deve ter: Santos, Daniel Alves, Diego Carlos, Nino e Guilherme Arana; Douglas Luiz, Bruno Guimarães e Claudinho; Richarlison, Matheus Cunha e Antony.

A partida terá o árbitro Ivan Barton, de El Salvador, com assistente David Moran (El Salvador) e segundo assistente Zachari Zeegelaar (Suriname). O quarto árbitro é Georgi Kabakov (Bulgária). O VAR será com o italiano Marco Guida e com assistente de VAR o mexicano Erick Miranda.

Os concorrentes do Brasil
Alemanha

Sempre lembrada pelo 7 a 1 sobre o Brasil na Copa de 2014, a Alemanha sob o comando do técnico Stefan Kuntz é a atual campeã da Eurocopa sub-21. Mas não conquista a medalha de ouro na Olimpíada desde 1976, à época vencedora como Alemanha Oriental.

Vice-campeã olímpica em 2016 e primeiro adversário do Brasil em Tóquio, os alemães não vão contar com reforços do time que disputou a Eurocopa. O que os torna, dentre os favoritos, a equipe com menos experiência.

Ainda assim, há nomes de destaque como Nadiem Amiri, do Bayer Leverkusen, Arne Maier, do Hertha Berlim, Marco Richter, do Augbsurg, e Max Kruse, veterano do Union Berlin. Da equipe campeã na sub-21, veio o atacante Lukas Nmecha, do Wolfsburg, autor do gol do título. Maxi Arnold e Nadiem Amiri, que não entraram no time na Euro, podem ser boas surpresas.

Costa do Marfim

Próximo adversário do Brasil, na segunda rodada, os africanos da Costa do Marfim querem repetir Nigéria e Camarões, que faturaram o ouro em 1996 e 2000, respectivamente.

Após participar de três edições de Copa do Mundo (2006, 2010 e 2014), a equipe comandada pelo técnico Soualiho Haidara tem uma base forte, com jogadores que atuam nas principais ligas europeias, como Amad Diallo, do Manchester United e Idrissa Doumbia, do Sporting-POR.

Acima dos 24 anos, também há nomes de respeito. Como Baily, zagueiro do Manchester United, Kessie, volante do Milan, e Max Gradel, meia atacante do Sivasspor, da Turquia.

Arábia Saudita

Azarão do grupo D nas Olimpíadas de Tóquio, a Arábia Saudita não conseguia classificação desde os jogos de Pequim, em 2008. Fora em Londres 2012 e Rio 2016 volta ainda lembrada pela inédita vaga às oitavas de final em 1994, nos Estados Unidos. O craque do time é o artilheiro Firas Al-Ghamdi, de 21 anos, que foi contratado nesta temporada pelo Gimnàstic de Tarragona, da Espanha. A maioria dos atletas pertence ao futebol árabe.

 

Outros favoritos

Espanha

Com seis jogadores que fizeram parte da campanha até as semifinais da última Eurocopa, a Espanha tem a convocação de maior peso, e é apontada como a grande favorita exatamente por isso. Entre os nomes de destaque estão o atacante Oyarzabal, da Real Sociedad, e os meias Pedri, do Barcelona, e Dani Olmo, do RB Leipzig. Unai Simón, goleiro do Athletico de Bilbao, Eric García, do Barcelona, e Pau Torres, do Villarreal, completam a lista de estrelas da equipe espanhola comandada por Luis de La Fuente, que não conquist o ouro desde 1992.

França

Sem jogadores remanescentes da Copa do Mundo de 2018 ou da Eurocopa, a França tem os jovens talentos Benoît Badiashile, zagueiro do Monaco, e Eduardo Camavinga, volante do Rennes, ma o destaque vai para o ataque que joga no México. André-Pierre Gignac e Florian Thauvin, dupla do Tigres, é a grande atração.

Argentina
Os campeões da Copa América não terão força máxima em Tóquio. Sem Messi e companhia, a convocação terá alguns destaques do campeonato argentino. Thiago Almada, do Vélez Sarsfield, é o principal representante. Dos Estados Unidos, vem Ezequiel Barco, do Atlanta United, é o grande talento dos hermanos.

O anfitrião
Japão

A empolgação por jogar em casa é a principal arma do Japão, que teve todos os seus atletas convocados liberados pelos respectivos clubes.

Sakai, lateral ex-Olympique de Marselha, Yoshida, zagueiro do Southampton, e Endo, do Stuttgart, compõem o trio acima dos 24 anos.

Além deles, há os jovens Kubo, meia que joga no Getafe, mas pertence ao Real Madrid, e do atacante Doan, do PSV.

O azarão

Honduras
Após bater os Estados Unidos, a seleção de Honduras chegou para a sua terceira participação consecutiva em uma Olimpíada. Em 2012, foram até as quartas de final, derrotados pelo Brasil, e em 2016 ficaram em quarto lugar, caindo para a Nigéria na disputa pela medalha de bronze. O destaque do time é o meia-atacante Rigoberto Rivas, de 23 anos, que atua pela Reggina, na Série B italiana.

Como será a disputa

As partidas acontecerão em vários cidades do Japão no período da tarde e da noite, madrugada e manhã no Brasil e nos países latino americanos. Quatro equipes começam em cada um dos quatro grupos, com os vencedores indo para a fase eliminatória. As partidas terão prorrogação e penalidades. A final será dia 8 de julho.

Participação por continente

Europa: Espanha, Alemanha, França e Romênia.

Africa: Egito, Costa do Marfim, África do Sul.

Ásia: Coreia do Sul, Arábia Saudita, Austrália, Japão (Anfitrião Olimpíada

América do Sul: Brasil e Argentina

Oceania: Nova Zelândia

América do Norte e Central: Honduras e México.

 

PORTAL SBN | COM INFORMAÇÕES DO EXTRA 

Vote: você é a favor do impeachment de Bolsonaro?

SIM

NÃO

INDECISOS

Escreva 926 abaixo
Ver resultados

Deixe seu comentário

SIGA-NOS

Rádio Online

Rádio Online

Últimas Notícias

  • Bahia
  • Espírito Santo

Bahia

Espírito Santo

As mais lidas do mês

SIGA-NOS

Rádio Online

Rádio Online

Últimas Notícias

  • Bahia
  • Espírito Santo

Bahia

Espírito Santo

As mais lidas do mês