Vereador é preso em BH por suspeita de envolvimento em morte de parlamentar

Vereador é preso em BH por suspeita de envolvimento em morte de parlamentar
16 outubro 11:25 2020 Imprimir notícia
Brasil
Vereador da cidade de Funilândia, Hamilton de Moura, foi encontrado morto em BH — Foto: Divulgação
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O vereador Ronaldo Batista (PSC) foi preso na manhã desta quinta-feira (15/10), no bairro Castelo, na Região da Pampulha, suspeito de envolvimento no homicídio do vereador da cidade de Funilândia, Hamilton de Moura (MDB). Outras cinco pessoas foram presas por possível participação no crime.

Segundo a Polícia Civil, o caso tramitou em segredo de Justiça e, por isso, não foram divulgados detalhes dos outros presos.

Hamilton de Moura foi encontrado morto dentro do carro no dia 23 de julho, em frente à estação de metrô do bairro Vila Oeste, em Belo Horizonte. Ele estava no banco do motorista, com várias perfurações por arma de fogo.

O vereador de Funilândia era diretor do Sindicato de Motoristas e Empregados das Empresas de Transporte de Carga e Logística em Transporte Diferenciado (Setcemg), com sede no bairro Barroca, na Região Oeste da capital.

Um mês depois, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do Ronaldo Batista, na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Na operação, dez computadores foram apreendidos no gabinete do vereador.

Fontes ligadas às investigações disseram que Ronaldo é suspeito de ser o mandante do crime. Grande quantia em dinheiro foi encontrada na casa dele no dia da operação. Um policial militar e um policial penal também são suspeitos do assassinato, que teria como pano de fundo a disputa pelo sindicato.

Em nota, a Câmara Municipal de Belo Horizonte informou que não iria se manifestar porque "o processo não tem correlação com o mandato do vereador e corre em segredo de Justiça".

Prisão preventiva

O vereador Ronaldo Batista (PSC), na delegacia de homicídios da Polícia Civil de MG. — Foto: Fabiana Almeida / TV Globo
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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou, nesta noite, que acusados de integrar uma suposta quadrilha tiveram a prisão preventiva decretada e, entre eles, está o vereador de Belo Horizonte.

O juiz do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, Marcelo Rodrigues Fioravante, recebeu a denúncia do Ministério Público (MP), em que o homem é apontado como detentor de um "relevante poder político e econômico, com forte atuação na condução de assuntos sindicais e na tentativa de influenciar nas investigações policiais".

Os demais acusados, segundo o TJMG, "são, ou já foram, agentes de segurança pública". Ainda de acordo com o juiz, os pedidos de prisão preventiva foram concedidos para "resguardar a ordem pública, a instrução penal que se inicia e a segurança das testemunhas e dos familiares da vítima".

PORTAL  SBN | COM INFORMAÇÕES DO G1

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