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Portal SBN
Quarta, 20 de outubro de 2021, 16:15:21

Brincadeira de criança inspira novo samba de Fábio Pinel

“Água e areia”, que será lançado no dia 06 de maio, nas plataformas digitais, é o primeiro fruto da parceria do sambista com o maestro Célio Paula, da Orquestra Pop & Jazz do Ifes
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Cultura - Musica

Após o sucesso do seu primeiro álbum autoral, “O Dom de Cantar”, lançado em 2020, o cantor e compositor Fábio Pinel disponibiliza o seu novíssimo samba “Água e areia”, na próxima sexta-feira (06), nas plataformas digitais. A gravação é o primeiro fruto da parceria do sambista com o maestro Célio Paula, da Orquestra Pop & Jazz do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes).

Partido-alto que segue a linhagem dos sambas de João Nogueira, “Água e areia” nasceu das lembranças afetivas da infância do maestro Célio Paula. A letra narra, com bom humor, a diversão das crianças ao buscar areia na beira do rio para limpar as panelas antes da pescaria, atendendo à orientação da mãe do compositor. “Por aqui, nessa freguesia, menino e menina também vêm pra cozinha”, diz um trecho da letra.

A parceria de Fábio Pinel com o maestro Célio Paula surgiu em 2019, pouco tempo depois da entrada do sambista como cantor solista na Orquestra Pop & Jazz do Ifes. “Em poucos meses, já fizemos mais de 20 composições. O maestro Célio é excelente letrista e tem encaminhado suas criações. Estou musicando suas letras. Guardadas as devidas proporções, sou o João Nogueira da parceria e o Célio é o Paulo César Pinheiro”, diverte-se o cantor, citando a lendária dupla que compôs “Espelho” e “As Forças da Natureza”, entre outros clássicos da MPB.

Gravação

Primeira canção da dupla a ganhar registro em estúdio, “Água e areia” foi gravada durante a pandemia da Covid-19, com coprodução de Nícola Pasolini.  Fábio Pinel conta como se deu a parceria: “Dentre as tantas composições que ele me encaminhou, chegou a letra de ‘Água e areia’. Pensei: ‘Essa letra dá um samba de partido-alto, um negócio maravilhoso’. E a composição veio rápido. No mesmo dia que o Célio encaminhou a letra, eu musiquei e enviei para ele com voz e banjo. Ele ficou muito feliz”, comenta o cantor.

Por sua vez, o maestro Célio Paula explica que a inspiração para a letra deste samba partiu da sua relação com a mãe. “Por ela ser a referência da nossa casa, eu não fazia distinção entre as atividades domésticas. Todos nós fazíamos um pouco. Tenho uma irmã mais velha e dois irmãos mais novos. Éramos em cinco pessoas e dividíamos as tarefas domésticas. Minha mãe era muito afetuosa e a nossa casa vivia cheia”, revela.

Em janeiro de 2022, Fábio Pinel apresentou “Água e areia” em um concerto online da Orquestra Pop & Jazz do Ifes, com orquestração e regência do maestro Célio Paula, dentro do Edital Conexão Arte e Cultura. Agora é a vez de o single chegar às plataformas digitais. Paralelamente, o cantor apresenta “Água e areia” e os sambas do seu primeiro CD solo em bares e espaços voltados para o samba no cenário cultural capixaba.  O próximo show será no dia 14 de maio, no bar Divino Botequim, em Jardim da Penha, onde o compositor e cavaquinista agita as feijoadas de sábado acompanhado por Cecitônio Coelho (violão sete cordas) e Léo de Paula (percussão). 

 ONDE OUVIR:

“Água e areia”, novo samba de Fábio Pinel, em parceria com Célio Paula.

Lançamento no dia 06 de maio, nas plataformas digitais Spotify, Deezer, Apple Music e YouTube.

O cantor se apresenta no dia 14 de maio, sábado, a partir das 13h, na Feijoada com Samba, no bar Divino Botequim, em Jardim da Penha, Vitória.

 SOBRE FÁBIO PINEL:

 Nascido na cidade de Lajinha, no interior de Minas Gerais, há 26 anos, Fábio aprendeu a amar o samba desde a mais tenra idade, graças à influência do pai Aladim Pinel, que o levava para as rodas de samba e lhe presenteou com um cavaquinho quando ele tinha apenas seis anos. Desde então, a paixão pela música – e em especial o samba – acompanha o jovem cantor e compositor em todos os seus passos.

Radicado no Espírito Santo desde 2009, Fábio Pinel hoje se destaca entre a nova geração de sambistas em atividade no Estado. Ao mesmo tempo, atua como cantor da Orquestra Pop & Jazz do Ifes, sob a regência do maestro Célio Paula, e marca presença no circuito de bares com música ao vivo de Vitória, em especial no Divino Botequim, em Jardim da Penha, onde desde 2016 faz a trilha sonora das tardes de sábado ao lado do experiente violonista Cecitônio Coelho e do percussionista Léo de Paula. No repertório, sambas consagrados de compositores que influenciaram seu modo de compor e cantar - entre os quais não podemos deixar de citar João Nogueira, Paulo César Pinheiro, Cartola, Zé Kéti, Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho e Noel Rosa.

“Meu pai sempre teve muitos LPs, CDs, e cresci ouvindo compositores que fizeram a história do samba, além da música latina de Pablo Milanés, Mercedes Sosa, e o rock de Elvis, Beatles. Minhas referências são essas”, afirma Fábio, que cita com orgulho o parentesco com Lamartine Babo: “Ele é primo da minha bisavó”, diz ele, sobre o célebre autor de marchinhas carnavalescas e de hinos dos times de futebol do Rio de Janeiro.

Autodidata, ele começou no cavaquinho, mas teve contato com o violão, baixo, bateria, guitarra e teclado na igreja assim que a família se mudou para a cidade de Iúna (ES), a 180 quilômetros ao sul de Vitória. Foi na Região do Caparaó que ele teve a oportunidade de participar pela primeira vez de um grupo de pagode, estreando em shows profissionais com 13 anos.

Com a vinda para Vitória, visando à conclusão dos estudos, Fábio iniciou uma nova trajetória, recebendo o convite para fazer parte do grupo Ilha Samba e, posteriormente, do grupo SambaFino, com o qual ganhou cancha de palco ao se apresentar em diversos bares e casas noturnas.

“Um momento marcante do Grupo SambaFino foi o show no Parque de Exposições de Carapina, onde tocamos no mesmo palco de Jorge Aragão, pela primeira vez diante de um grande público”, lembra Fábio.  Mais adiante o cantor participou do circuito do Carnaval de Vitória, no qual conquistou o Troféu Faisão De Ouro de Intérprete Revelação de 2014, representando a Novo Império, que naquele ano sagrou-se campeã do Grupo de Acesso.

Em 2016, passou a se dedicar ao lado autoral, com repertório próprio, o que gerou uma série de frutos. O principal deles é o álbum “O Dom de Cantar”, lançado em 2020 e disponível em CD e nos serviços de streaming. O disco reúne oito faixas, incluindo parcerias do cantor e compositor com o pai, Aladim Pinel, e o jornalista Roberto Seabra.  Os instrumentos de cordas, acordeon, as vozes e a bateria foram gravados no Studio B, com produção de Nícola Pasolini. A percussão foi gravada no Studio SS Produções, e os metais no R&B Studio.

No disco, Fábio Pinel está acompanhado por um elenco de músicos que inclui Nícola Pasolini (produtor, arranjador e baixista), Ricardo Ton (técnico de gravação e captação, mixagem e masterização), Léo de Paula (percussão), Richard Tanure (bateria), Cecitônio Coelho (violão de 7 cordas), Dora Dalvi (violão de 6 cordas), Bruno Santos (trompete), Roger Rocha (sax) e Marcus Paulo (clarinete). Os backing vocals são de Alza Alves, Yuri Guijansque, Aladim Pinel, Amanda Menezes, Brenda Romanzini e Eloá Eller.

Entre os convidados estão Carlos Papel, que divide com Fábio os vocais da faixa “Você vai ver”; Aladim Pinel, que canta “Velha Cidade” com o filho; Joabe Reis, que faz um solo de trombone em “Receita de Bolo”; e Chico Chagas, acordeon em “Primeira Flor”.

PORTAL SBN | José Roberto Santos Neves